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Au Pair nos EUA

Olá, pessoal. Tudo bem?

Há algum tempo postei aqui no blog o primeiro post da série Au Pair nos EUA, estão lembrados? Para aqueles que não estão por dentro do assunto, deixo aqui o link para mais informações.

Parecia que tinha feito a melhor escolha, afinal de contas o programa custa somente USD 600,00, com passagens inclusas, salário em dólar e ajuda de custo em um curso a sua escolha. Mas acontece que até então não tinha cumprido o pré-requisito mais importante do programa: obter 300 horas de experiência com crianças. E foi aí que vi que o programa não era para mim.

Não foi tão difícil encontrar um local para trabalhar; afinal, qual creche não iria querer contratar uma pessoa para trabalhar voluntariamente? E foi assim, super fácil. Entrei em contato com duas creches e me ofereci para cuidar das crianças por aproximadamente dois meses. Apresentei o contrato com a agência, expliquei direitinho como funcionava o programa Au Pair e mostrei interesse em cuidar das crianças. Pronto! Passava mais de 8 horas por dia cuidando de aproximadamente 15 crianças nas duas creches. Haja coração!

Esse foi o período mais estressante que já passei na minha vida hehe! Monografia e apresentação de TCC é fichinha comparado ao trampo que é cuidar de crianças tão novinhas. Passava o tempo inteiro tentando impedir que alguma criança mordesse a outra, acudindo outra que chorava por falta da mãe, trocando fraldas aos montes, secando xixi, impedindo algum acidente… Sério, crianças são propícias a sofrerem acidentes o tempo todo! Essa experiência me fez concluir uma coisa: tem mulheres que nasceram para cuidar de crianças, eu ainda não sou uma delas. Tem muito chão até me sentir confortável cuidando de uma.

Além disso, outro fator fez com que eu repensasse o programa: a incerteza. Assim que o contrato é assinado, você começa a preencher seu Application, espécie de CV para a família entrar em contato contigo. A seleção ocorre por meio do match (tipo Tinder, sabem?), a família te escolhe e se você aceitar a família, o match acontece e você já tem a sua host family, ou seja, a família com a qual você vai morar e cujos filhos você vai cuidar. Mas depois disso tudo, o que vai acontecer contigo é incerto. Mas e se eu não tiver porta no meu quarto? (Acredite, isso já aconteceu!) E se eu tiver toque de recolher? E se a família me fizer de empregada? E se eu morar no interior e não tiver carro? E se eu tiver que trabalhar até no meu tempo livre? Como eu disse, tudo é relativo. Você pode ter uma família perfeita ou uma família péssima, crianças dóceis ou crianças mimadas, uma experiência perfeita ou sofrer o pão que o diabo amassou. Eu não queria que meu primeiro intercâmbio pudesse ter a mínima possibilidade de ser ruim e foi por isso que decidi sair do programa.

Conheço inúmeras histórias de meninas que tiveram a melhor experiência de todas, que foi tudo lindo e perfeito. Então não dá para generalizar. Acho que vai do tal feeling que todas falam. Tentar extrair o máximo de informações das conversas pelo Skype com a família, sentir “aquela” conexão e conseguir se ver vivendo com aquelas pessoas e tendo momentos felizes. Se você sentir isso, não hesite, dê match e seja uma Au Pair.

Estou pesquisando outros tipos de intercâmbio e até o fim dessa semana terei um novo contrato assinado. Espero que dessa vez eu tenha feito a escolha certa e que seja o intercâmbio perfeito para mim. Em breve começarei uma nova série por aqui no blog sobre o meu intercâmbio para San Diego, Califórnia. Até mais!

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postado por
Mariana
Gêmea mais nova e fissurada por jogos de tabuleiro. Amante das artes e fascinada por fazer as coisas com as próprias mãos. Se não consegue encontrar na loja o que deseja, vai lá e faz.
  1. bia reys 21/07/2015

    É… trabalhar com crianças é complicado mesmo. eu senti isso na pele também, quando resolvi me aventurar a dar aulas de inglês pra crianças de 4 a 7 anos. Foi tenso! eu ainda peguei uma escolinha particular numa zona nobre daqui, então, imagina: 95% das crianças eram mimadas. foi um horror! sem falar nos problemas com outros professores e a diretora…mas consegui aguentar por seis meses, até o contrato de estágio acabar, para cair fora. concordo plenamente contigo, tem gente que nasceu pra lidar com crianças, e tem gente que não. Sobre esses programas de intercambio, tens toda razão em ficar preocupada com a situação, mesmo. e ainda bem que tu te destes conta desses riscos antes de ir adiante. acho que se fosse eu, iria bem abobalhada sem pensar em nada -__- por isso curti o post! boa sorte pra vocês com o próximo contrato! 🙂

    • Mariana Brito respondeu bia reys 23/07/2015

      Sim! Tem que ter muita paciência, sorte e cuidado para cuidar de crianças assim. E quando são mimadas, como no seu caso, aí que o negócio fica pior. Eu não consigo suportar criança mimada, me dá nos nervos. Fico imaginando a barra que você passou…Espero que eu tenha feito a escolha certa em relação ao intercâmbio e que viva momentos muitos legais para compartilhar com todos por aqui. Beijão e obrigada! 🙂

  2. Kátia Glaísa Costa 22/07/2015

    Mari, que bacana vc compartilhar isso aqui com a gente. Eu sempre tive muuuita vontade de fazer intercâmbio, de ser AuPair e de me aventurar por aí, mas com a correria de uma vida cheia de cobranças e de grandes responsabilidades, tive que “desistir” de tudo isso.
    Torço muito para que dê tudo certo no seu intercâmbio para a California (SONHO!). Pensamento positivo aqui. Espero que seja o primeiro de muitos momentos maravilhosos que sua vida irá te proporcionar. <3
    Beijos! :*

    • Mariana Brito respondeu Kátia Glaísa Costa 23/07/2015

      Muito obrigada, Kátia. Adorei ler o seu comentário, me motivou muito. Também espero que dê tudo certo durante o intercâmbio e que a desistência do Au Pair tenha sido a melhor escolha para mim. Estou fazendo figa!
      Estou torcendo para a fase de cobranças e responsabilidades passar logo e que você consiga fazer um intercâmbio o quanto antes. Essa vai ser a primeira vez que farei algo do tipo, mas uma coisa eu sei: é uma experiência muito enriquecedora que todo mundo deveria fazer um dia. Por isso, espero mesmo que você consiga fazer um também e compartilhe os momentos legais no seu blog para a gente acompanhar. Obrigada pelo comentário!! 🙂

  3. Nicolle Por Deus 22/07/2015

    Eu penso muito no programa Au Pair, muito mesmo, até porque um dos meus trabalhos é como monitora em festas infantis e acabo convivendo com diversos tipos de criança a cada festa (aliás, será que esse meu currículo valeria para comprovar essas 300 horas? porque com certeza eu já tenho isso hahaha). Mas, realmente, Mari, a incerteza deve ser um fator pra lá de complicado – é o que me deixa com o pé atrás, também. Conheço uma moça que quase foi parar na casa de pessoas que não eram realmente quem diziam ser (mandavam fotos de casas e quartos que pegaram no google, e afirmavam que aquela era a residência dele. como confiar? não dá).

    Aguardando o próximo post do intercâmbio! :33

    • Mariana Brito respondeu Nicolle Por Deus 23/07/2015

      Super vale, Nicolle. Uma vez perguntei pro meu agente que tipo de experiência contava e monitoria em festas foi um dos primeiros exemplos que ele deu. Nossa, que sufoco que essa sua conhecida passou. Tem muita gente querendo tirar proveito das meninas que estão indo. Todo cuidado é pouco. Eu acabei lendo tanto depoimento de coisas ruins que aconteceram com algumas meninas que acabei desanimando demais. Mas por outro lado, também ouvi muitos relatos positivos, então vai muito da sorte. Espero ter feito a escolha certa e que o novo intercâmbio seja muito legal! Ansiosa para começar a escrever post sobre ele aqui no blog! Obrigada pelo comentário!! 🙂