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6 on 6: abril de 2017
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6 on 6: agosto de 2017
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Usando bico de pena pela primeira vez

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Olá, pessoal! Como vocês estão?

Como prometido, aqui está a segunda, e última, parte dessa viagem que foi, no mínimo, selvagem! rs. No post anterior, contei como foi a viagem para o Pantanal e mostrei muitas fotos divertidas; teve direito a macaco-prego e jacaré, vocês estão lembrados?

Fiquem agora com a segunda parte da viagem, onde passamos pela Chapada dos Guimarães e, ainda, pela caverna Aroe Jari. Vem ver!

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Começamos o passeio dirigindo para o município de Chapada dos Guimarães e lá encontramos o guia do passeio, o João. Durante o trajeto de carro era possível visualizar várias partes da Chapada, uma vista muito bonita para aqueles que gostam de apreciar uma bela paisagem. Depois de 1 hora aproximadamente, chegamos ao destino final, um ponto de encontro onde pegaríamos o trator para visitarmos a caverna.

Assim que chegamos lá, o guia listou várias recomendações para que pudéssemos fazer o passeio da melhor forma possível, como: levar água e lanches, passar protetor solar e, acreditem, colocar a proteção para picada de cobras! Estão vendo a foto acima? Então, ESSES são os protetores! Medo!

Depois de vestidas as armaduras (rs!), seguimos a trilha de ida na garupa coberta do trator, já que o sol estava muito forte e era por volta de meio-dia.

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Fizemos um pequeno trajeto na mata fechada e, no caminho, fomos surpreendidas por um grupo de queixadas, porcos-do-mato. Lembrei na hora o que instrutor do dia anterior tinha falado: sempre que um animal grande está por perto, normalmente um cheiro muito forte precede o seu aparecimento. E foi justamente isso que aconteceu! Já sabíamos que algum animal muito grande estava próximo porque o cheiro de ranço com catinga estava muito forte. Não sei descrever cheiros, mas acho que era alguma coisa parecida com isso que falei! rs!

Curiosidade: não sei se vocês sabem, mas eles recebem esse nome justamente porque batem o queixo quando se sentem ameaçados e, assim que nos viram, foi uma sucessão de batidas de queixo que chegou a assustar. E se jogássemos quebra-queixo para eles? Lol! Tá, parei!

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Como boa parte da caverna estava cheia de água, só pudemos vistar algumas entradas. Visitávamos uma boca e depois fazíamos o caminho por fora da caverna até chegar em outra entrada, e assim por diante. Mesmo com a parte interior coberta de água, deu para ter uma ideia da enormidade delas, ainda mais pelo eco provocado pelos nossos calçados.

Olha o tamanho da minha irmã nessa foto em comparação ao tamanho da caverna. É grande ou não é?

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Após visitarmos as cavernas, fizemos o percurso do trator a pé para voltarmos à base. A trilha intercalava trechos abertos de cerrado e mata fechada, onde era possível encontrar pequenos seres como esse da foto. A cor dessa joaninha era tão linda que precisava registrar ela para mim.

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Outra cor que me encantou foi o azul dessa flor que-não-sei-o-nome-mas-que-considero-pacas. Achei o azul muito intenso e fiquei me imaginando extraindo o pigmento dela e fazendo uma tinta super vibrante. Depois que concluí minhas aulas de Ilustração Científica passei a ter esses pensamentos estranhos, virei a louca das tintas e pigmentos e cores.

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Essa formação rochosa chamou a nossa atenção pela disposição inusitada dela. Segundo o guia, muitas pessoas acham que são duas rochas sobrepostas e outras acreditam que seres extraterrestres colocaram elas desse jeito lá. A verdade é ainda mais inacreditável: se trata somente de uma pedra! Isso sim é mais interessante.

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Depois de uma longa caminhada, nada melhor do que descansar em um lugar como esse. O som das águas, o barulhos dos passarinhos, o mexer das folhas…tudo contribuindo para renovar as forças e continuar a trilha com força total.

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Vocês estão lembrados do momento tenso do passeio anterior? Pois é! Acontece que avistamos, novamente, uma pegada de onça e pela marca que ela deixou já dá para ver que não era uma pequena não. Ainda bem que ela não nos brindou com a sua ilustre presença!

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Quando estávamos quase chegando ao destino final, resolvemos desviar um pouco do percurso para fotografar essa outra formação rochosa. Ela parece uma ponte e é bem alta, ideal para quem adora apreciar a paisagem!

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E que paisagem! Quando terminamos o passeio, seguimos para um restaurante matar aquilo que estava nos matando (rs). A fome estava demais!

Essa era a vista do mirante do restaurante; linda, por sinal. Gente, o que é esse horizonte? E esse paredão avermelhado contrastando com essa imensidão verde? E essa cachoeira singela mas cheia de atitude? Pessoal, esse conjunto da obra é lindo! Paisagem nota 10. No-ta 10!

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Então, pessoal, é isso! Essa foi a nossa primeira visita ao Mato Grosso, com direito a visitas de vários animais selvagens e muitas surpresas. Mas para aqueles que achavam que as surpresas tinham acabado é porque não conhecem a gente ainda muito bem. É claro que fizemos o favor de perder o avião de volta para casa e enfrentamos mais de 21 horas de viagem de ônibus. Hahaha! Isso sim que foi surpresa! Rs!

Agora sim, pessoal! Alguém aqui já teve o desprazer de perder o voo e ter que encarar diversas horas de ônibus? 21 horas pra mim ainda é fichinha, já enfrentei 3 dias para Macapá. Pode? Qual foi a viagem mais longa que vocês fizeram? Adoraria saber mais sobre ela. Conte mais nos comentários!

Até mais!

 

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Mariana
Gêmea mais nova e fissurada por jogos de tabuleiro. Amante das artes e fascinada por fazer as coisas com as próprias mãos. Se não consegue encontrar na loja o que deseja, vai lá e faz.
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Olá, pessoal. Como vocês estão?

Final de semana passado fomos visitar a nossa irmã em Cuiabá e é claro que tiramos muitas fotos para mostrar para vocês os passeios que fizemos por lá. Aproveitamos o sábado e domingo para fazer ecoturismo: passamos pelo Pantanal Mato-grossense, conhecemos a Chapada dos Guimarães e ainda visitamos a caverna Aroe Jari, tudo com direito a visitas dos mais variados animais, inclusive os temidos jacarés.Vem comigo ver como foi a primeira parte dessa viagem incrível!

Pantanal Mato-grossense

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Começamos o passeio sábado bem cedinho. Pegamos a van da agência de turismo e percorremos aproximadamente 160 quilômetros de estrada de chão com cada paisagem mais linda que a outra. É ou não é de tirar o fôlego?

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A cada 200 metros o guia do passeio parava a van para apreciarmos a paisagem e tirar várias fotos. Em umas dessas pausas, nos deparamos com o primeiro de muitos jacarés. Olha como era enorme esse da foto abaixo!

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Respira fundo que lá vem o Momento Tenso I da viagem: acreditando que se tratava de um jacaré de mentira, feito de pneus e pintado de verniz, minha irmã quase (mais quase mesmo) perde uma perna para essa bocarra — sorte que ela teve a brilhante ideia de atirar uma pedra antes de se aproximar demais do bicho. Resultado: o jacaré se assustou e fugiu, minha irmã se salvou (Graças!) e a van cheia de gringos que estava atrás da gente se decepcionou ao perder a chance de tirar um retrato mais de perto.

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Era comum ver durante a viagem os postes de energia com ninhos repletos de periquitos. Não consigo recordar o nome dessa espécie, mas sei dizer que foram os periquitos mais barulhentos que já vi na vida. Diferente dos outros que já vi, esses possuíam as bochechas e o peito amarelado. Alôôôô pessoal de Mato Grosso, vocês sabem me dizer que espécie é essa?

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Depois de percorrermos todo o caminho de van, paramos em um hotel para almoçar e pegar o barco para a segunda parte do passeio: navegar no rio Pixaim em busca de uma família de ariranhas. Infelizmente, começou a chover forte durante o percurso e os animais se esconderam em suas tocas, somente os pássaros continuaram à vista. Nessa foto aí de cima temos uma garça real. Linda, não?

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Será que vai cair uma chuva forte durante o passeio? Sim ou com certeza? Para nossa sorte o guia nos deu capas de chuva e conseguimos continuar a viagem tranquilamente.

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Quando voltamos da visita ao rio Pixaim partimos para a terceira e última parte do passeio: trilha na mata fechada. Essa foi a parte mais emocionante do passeio, na minha opinião, porque o perigo era iminente e nos deparamos com muitos animais selvagens durante a caminhada.

Logo antes da trilha cruzamos com vários cavalos e tive que fotografar esse daí porque achei a coisa mais linda esse pelo reluzente!

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Bem no início da trilha, o guia Vitório (ótimo por sinal) apontou para o chão e mostrou o que seria o Momento Tenso II do passeio: uma pegada de onça. Sim, pessoal! Tinha onça por lá; e pela pegada da bichona dava para ver que não era pequena não.  Muita gente desistiu e resolveu esperar no hotel, maaas, como somos curiosas e com espírito de aventura (se prepara, Dora Aventureira!), continuamos o passeio e garanto que valeu muito a pena.

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Olha quem apareceu para dar o ar da graça: uma mamãe tamanduá-mirim e seu filhotinho. Eles passaram bem na nossa frente e quando nos perceberam, a mamãe ficou bem agressiva, levantando as patas e ameaçando pular sobre a gente. Não queríamos estressar mais a bichinha e continuamos o caminho.

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Mais à frente nos deparamos com um grupo de uns 10 macacos-prego. Esse daí era tão curioso e atrevido que posava pra foto, se aproximava sem medo e ainda fazia acrobacia. Uma graça! Teve um momento que ele até ameaçou pular em cima de mim. Será que eu gritei? rsrsrs

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Já na volta da trilha vimos o Zico, uma jacaré já cego que vive pelas redondezas do hotel. Há algum tempo ele apareceu por lá e nunca mais saiu. Além do jacaré, alguns carcarás também vivem nos arredores. Esse daí estava tão acostumado com a presença de humanos que permitiu que eu chegasse bem pertinho para tirar uma foto.

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Por fim, já na van para voltar para casa, eis que aparece uma jararaca. Ela devia medir cerca de 1 metro e cruzou a pista muito rápido. Ainda bem que consegui registrar o momento, não é mesmo?

Essa foi a primeira parte da nossa viagem para Mato Grosso. Amei cada momento que passei por lá, não só pelos passeios incríveis que fizemos, mas por poder matar a saudade da irmã que já tava grande. 🙂

Em breve postarei a última parte completinha para vocês! Aguardem que tem muita foto bacana ainda por vir.

Gostaram das fotografias? Fariam esse tipo de passeio ecológico ou preferem visitar cidades grandes? Aguardo o comentário de vocês.

Até mais!

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Mariana
Gêmea mais nova e fissurada por jogos de tabuleiro. Amante das artes e fascinada por fazer as coisas com as próprias mãos. Se não consegue encontrar na loja o que deseja, vai lá e faz.