Ilustração
Fizemos uma animação 2D
Fotografia
6 on 6: abril de 2017
Fotografia
6 on 6: agosto de 2017
Dicas
Siga a Minka Winka nas redes sociais
Ilustração
Usando bico de pena pela primeira vez

Califórnia

Continue Lendo

Au Pair nos EUA

Olá, pessoal. Tudo bem?

Há algum tempo postei aqui no blog o primeiro post da série Au Pair nos EUA, estão lembrados? Para aqueles que não estão por dentro do assunto, deixo aqui o link para mais informações.

Parecia que tinha feito a melhor escolha, afinal de contas o programa custa somente USD 600,00, com passagens inclusas, salário em dólar e ajuda de custo em um curso a sua escolha. Mas acontece que até então não tinha cumprido o pré-requisito mais importante do programa: obter 300 horas de experiência com crianças. E foi aí que vi que o programa não era para mim.

Não foi tão difícil encontrar um local para trabalhar; afinal, qual creche não iria querer contratar uma pessoa para trabalhar voluntariamente? E foi assim, super fácil. Entrei em contato com duas creches e me ofereci para cuidar das crianças por aproximadamente dois meses. Apresentei o contrato com a agência, expliquei direitinho como funcionava o programa Au Pair e mostrei interesse em cuidar das crianças. Pronto! Passava mais de 8 horas por dia cuidando de aproximadamente 15 crianças nas duas creches. Haja coração!

Esse foi o período mais estressante que já passei na minha vida hehe! Monografia e apresentação de TCC é fichinha comparado ao trampo que é cuidar de crianças tão novinhas. Passava o tempo inteiro tentando impedir que alguma criança mordesse a outra, acudindo outra que chorava por falta da mãe, trocando fraldas aos montes, secando xixi, impedindo algum acidente… Sério, crianças são propícias a sofrerem acidentes o tempo todo! Essa experiência me fez concluir uma coisa: tem mulheres que nasceram para cuidar de crianças, eu ainda não sou uma delas. Tem muito chão até me sentir confortável cuidando de uma.

Além disso, outro fator fez com que eu repensasse o programa: a incerteza. Assim que o contrato é assinado, você começa a preencher seu Application, espécie de CV para a família entrar em contato contigo. A seleção ocorre por meio do match (tipo Tinder, sabem?), a família te escolhe e se você aceitar a família, o match acontece e você já tem a sua host family, ou seja, a família com a qual você vai morar e cujos filhos você vai cuidar. Mas depois disso tudo, o que vai acontecer contigo é incerto. Mas e se eu não tiver porta no meu quarto? (Acredite, isso já aconteceu!) E se eu tiver toque de recolher? E se a família me fizer de empregada? E se eu morar no interior e não tiver carro? E se eu tiver que trabalhar até no meu tempo livre? Como eu disse, tudo é relativo. Você pode ter uma família perfeita ou uma família péssima, crianças dóceis ou crianças mimadas, uma experiência perfeita ou sofrer o pão que o diabo amassou. Eu não queria que meu primeiro intercâmbio pudesse ter a mínima possibilidade de ser ruim e foi por isso que decidi sair do programa.

Conheço inúmeras histórias de meninas que tiveram a melhor experiência de todas, que foi tudo lindo e perfeito. Então não dá para generalizar. Acho que vai do tal feeling que todas falam. Tentar extrair o máximo de informações das conversas pelo Skype com a família, sentir “aquela” conexão e conseguir se ver vivendo com aquelas pessoas e tendo momentos felizes. Se você sentir isso, não hesite, dê match e seja uma Au Pair.

Estou pesquisando outros tipos de intercâmbio e até o fim dessa semana terei um novo contrato assinado. Espero que dessa vez eu tenha feito a escolha certa e que seja o intercâmbio perfeito para mim. Em breve começarei uma nova série por aqui no blog sobre o meu intercâmbio para San Diego, Califórnia. Até mais!

Facebook  |  Twitter  |  Instagram da Mariana  |  Instagram da Nayara  |  DeviantArt  | Bloglovin’

Gostou? compartilhe
postado por
Mariana
Gêmea mais nova e fissurada por jogos de tabuleiro. Amante das artes e fascinada por fazer as coisas com as próprias mãos. Se não consegue encontrar na loja o que deseja, vai lá e faz.