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Ilustração
Usando bico de pena pela primeira vez

nanquim

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Olá, pessoal. Como vocês estão?

Como falei aqui no blog, eu estava com muita vontade de voltar a desenhar usando métodos tradicionais. E foi por causa disso que comprei materiais novos, inclusive um bico de pena. Nunca tinha experimentado essa ferramenta antes e, como pensei que alguns de vocês também não tiveram a chance de usá-la, decidi registrar o passo a passo do processo.

Eu fiz o esboço no papel Aquarelle, da Canson. É um papel de gramatura 300g/m², bom para sketchs, mas não recomendo para pintura em aquarela: o papel encharca demais e fica enrugado quando seca. Por outro lado, achei o papel fácil de apagar, apesar da alta rugosidade da superfície.

Depois de pronto o esboço, comecei o contorno usando o nanquim Boku-Eki, da Daiso, o bico de pena da Zebra e a haste da Tachikawa. Num primeiro momento, estranhei a leveza do bico de pena e o fato de a mão parecer sem apoio, mas, depois de um tempo, percebi que essa leveza permitia que eu movimentasse o bico com mais liberdade.

Conforme se aperta o bico de pena no papel, as suas duas pontas se abrem liberando mais tinta, o que faz com que o traço fique mais espesso. Essa é a característica mais marcante do bico de pena, e eu particularmente adoro, porque dá mais movimento e estilo ao desenho. Além do mais, essa característica lembra muito mangá, não é?

Vocês devem ter reparado que o desenho está com vários borrões, né? É porque, por falta de costume, acabei passando a mão em cima do nanquim fresco. Com a prática, percebi que o ideal é rodar o desenho enquanto se está passando o nanquim para evitar as manchas.

Finalizado o contorno, decidi pintar o desenho com aquarela, mas acabei esperando pouco tempo. Eu tinha que ter esperado o nanquim secar bem (talvez de um dia para o outro), porque a água da aquarela amoleceu o nanquim e ele acabou escorrendo e se misturando com a tinta. Foi o que aconteceu com o cabelo, mas consegui reverter a situação deixando ele mais escuro para disfarçar os borrões.

Para a pintura com aquarela, o segredo é pintar de camada em camada, sempre esperando a anterior secar bem. É um processo demorado, mas o resultado compensa demais. Esse papel, em especial, não é muito bom para esse tipo de pintura, porque ele encharca rápido e enruga também (uma gramatura mais alta não resolveria o problema). O ideal é usar aquarela em papéis com uma alta porcentagem de algodão.

Esse é o resultado final depois de várias e várias camadas de aquarela. Ele borrou em alguns lugares, mas, apesar disso, gostei demais de como ficou no final. Caso queiram ver mais etapas do processo, eu compartilhei alguns videozinhos no meu Instagram (@nay_gemadeovo) mostrando detalhes do contorno e da pintura. Se tiver ficado alguma dúvida, deixe um comentário abaixo, que eu responderei com muito prazer.

Espero que tenham gostado da ilustração e até a próxima!

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Nayara
Futura escritora e a mais velha das gêmeas. Gosto de desenvolver projetos e compartilhar o processo criativo nesse cantinho que tanto amo. Afinal, melhor do que criar é mostrar que é possível fazer as coisas você mesmo.
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Olá, pessoal. Como vocês estão?

Logo quando iniciei os meus estudos de caligrafia, percebi a importância em adquirir materiais que fossem de boa qualidade, porque, até então, eu estava usando materiais pouco específicos e o resultado não estava ficando tão bom quanto eu esperava. Quando eu melhorei a qualidade dos meus recursos, a minha evolução foi mais rápida e minha caligrafia começou a me agradar mais.

Selecionei alguns materiais que eu testei ao longo desse tempo e alguns que me foram recomendados por amigos.

Bora lá?

materiais para brush lettering1// Pigma Brush Sakura

É um marcador maleável da marca Sakura facilmente encontrado em lojas de materiais artísticos. Ele tem um ótimo contraste de espessura do traçado,  o que deixa a caligrafia bem orgânica e bonita, e é ideal para áreas pequenas. Uso o meu marcador para escrever sobre ilustrações porque a ponta, mesmo pressionada, não cobre uma superfície muito grande. Esse é um material muito bom para quem quer começar na prática da caligrafia.

2// Copic Sketch

Eu não tenho nenhum marcador da Copic, mas já experimentei alguns e amigos já me recomendaram para caligrafia. Os trabalhos mais bonitos que eu vejo por aí são feitos com os brushs dessa marca e é bem nítido que a qualidade é superior — se consegue traços harmoniosos, cores homogêneas e bastante precisão no traçado. Eu já falei muitas maravilhas sobre essas canetas, que servem tanto para pintura como também para trabalhos caligráficos. Muito versátil, né?

3// Brush Sakura Koi

Esse pincel da Sakura tem um compartimento que pode ser preenchido com nanquim, água ou aquarela líquida. Ele possui uma ponta maleável, ideal para aquele efeito de diferença na espessura do traçado, e comporta uma boa quantidade de carga, o que evita ter que ficar repondo o compartimento a cada minuto. Quando usado com nanquim ou aquarela líquida, basta pressionar o corpo da caneta para que a tinta molhe a ponta do pincel e começar os trabalhos. Com água, é preciso pressionar o corpo da caneta e melar as cerdas na aquarela sólida para iniciar a trabalhar. Recomendo!

4// Pincel para caligrafia oriental

Eu adquiri um conjuntinho de pincéis para caligrafia na loja Daiso, assim como um frasco de nanquim para sumiê (arte caligráfica japonesa). Como eles são específicos para caligrafia, pensei que o trabalho ficaria uniforme, mas não foi o que aconteceu. Os pincéis perderam algumas cerdas nos primeiros usos por causa de uma cera que vem neles e ficaram arrepiados, fazendo com que os traços ficassem manchados e disformes — o que não foi de todo ruim. Utilizo esses pincéis quando quero fazer trabalhos mais rústicos e livres; sem muita preocupação com alinhamento, coerência e uniformidade.

5// Nanquim

É essencial ter um nanquim quando se tem interesse em trabalhar com caligrafia. Por ser mais barato que os outros materiais, é com ele que acabo praticando mais. Ter um pincel e um nanquim (o meu é da Daiso mesmo, mas a qualidade é muito boa para trabalhos caligráficos) já é suficiente para botar as mãos na massa.

6// Pincel

É importante, na hora de comprar, escolher um pincel que seja bem maleável, com cerdas macias. O que eu uso é da Raphael e eu gosto bastante. Com ele eu tenho muita precisão e consigo fazer trabalhos mais consistentes e harmoniosos. Utilizo principalmente com nanquim, aquarela e guache.

7// Aquarela

Assim como o nanquim, é muito importante ter uma aquarela de boa qualidade. Eu uso um estojo da Pentel, que é mais barata, para exercícios e rascunhos, e utilizo as bisnagas de aquarela da Winsor & Newton para trabalhos finais. Normalmente uso as aquarelas com o pincel da Raphael ou com o pincel da Sakura, previamente carregado com água no compartimento. Gosto demais de usar aquarelas nos meus trabalhos, principalmente quando quero fazer efeitos de degradê.

8// Papel para aquarela

Usar um papel específico para aquarela é muito importante para a tinta não vazar, escorrer ou enrugar a folha. Como o papel para aquarela aguenta muita carga e muitas vezes ainda tem acréscimo de algodão, ele acaba se tornando caro, e é por isso que o utilizo somente em trabalhos finais. Para praticar, uso papéis da Canson de gramatura acima de 200g/m².

9// Marcadores Crayola

Eu ainda não experimentei nenhum marcador da Crayola, mas eu sei que eles são os queridinhos dos artistas gringos. Por terem a ponta em forma de prisma, eles traçam riscos finos quando pressionada a ponta e traçam riscos grossos quando se usa uma das faces do prisma em contato com o papel. Com esse tipo de marcador, não é preciso pressioná-lo para fazer o contraste de espessura dos traços — a própria estrutura da ponta já é feita para esse fim. Não vejo a hora de experimentar uma dessas belezinhas e contar para vocês!

10// Marcadores Tombow

Há muitos anos comprei um conjunto de marcadores Tombow que acabaram ficando encostados no estúdio por muito tempo, porque não tinha me acostumado a usá-los. Com essa onda de caligrafia com pincéis, decidi tornar a usar os marcadores e ver se me adequava a eles, mas ao invés de usar para pintar, iria usar para escrever. Acabou que os marcadores se tornaram os meus favoritos, já que eu consigo ter uma boa precisão em traços finos e um contraste de espessura muito bom. No meu caso, a escrita com os marcadores da Tombow flui melhor do que com pincel normal ou com o brush de carga da Sakura, porque as cerdas são macias e eu tenho um bom controle com elas. Foi só quando eu usei os marcadores e vi a qualidade dos meus trabalhos com eles, que eu percebi que eu poderia seguir em frente com a caligrafia, porque até então, com os resultados ruins que eu vinha obtendo, havia pensado várias vezes em desistir.

11// Papel para marcadores

Não adianta nada ter um bom arsenal de marcadores, mas não ter um papel adequado para usá-los. Perdi pelo menos duas canetas por causa disso — elas ficaram ásperas e começaram a abrir as pontas, porque eu estava usando em papel de baixa qualidade. Depois que eu comecei a usar os marcadores no papel próprio, as cores ficaram mais bonitas, o traçado mais harmonioso e os contornos mais suaves. Indispensável caso você planeje trabalhar com marcadores.

E vocês, quais são os materiais que vocês mais usam? Dos que eu citei, qual o seu favorito? Espero que vocês tenham gostado do post de hoje e, caso haja alguma dúvida, nos deixe um comentário!

Até mais!

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Futura escritora e a mais velha das gêmeas. Gosto de desenvolver projetos e compartilhar o processo criativo nesse cantinho que tanto amo. Afinal, melhor do que criar é mostrar que é possível fazer as coisas você mesmo.
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