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Ilustração
Usando bico de pena pela primeira vez

pincel

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Olá, pessoal. Como vocês estão?

Logo quando iniciei os meus estudos de caligrafia, percebi a importância em adquirir materiais que fossem de boa qualidade, porque, até então, eu estava usando materiais pouco específicos e o resultado não estava ficando tão bom quanto eu esperava. Quando eu melhorei a qualidade dos meus recursos, a minha evolução foi mais rápida e minha caligrafia começou a me agradar mais.

Selecionei alguns materiais que eu testei ao longo desse tempo e alguns que me foram recomendados por amigos.

Bora lá?

materiais para brush lettering1// Pigma Brush Sakura

É um marcador maleável da marca Sakura facilmente encontrado em lojas de materiais artísticos. Ele tem um ótimo contraste de espessura do traçado,  o que deixa a caligrafia bem orgânica e bonita, e é ideal para áreas pequenas. Uso o meu marcador para escrever sobre ilustrações porque a ponta, mesmo pressionada, não cobre uma superfície muito grande. Esse é um material muito bom para quem quer começar na prática da caligrafia.

2// Copic Sketch

Eu não tenho nenhum marcador da Copic, mas já experimentei alguns e amigos já me recomendaram para caligrafia. Os trabalhos mais bonitos que eu vejo por aí são feitos com os brushs dessa marca e é bem nítido que a qualidade é superior — se consegue traços harmoniosos, cores homogêneas e bastante precisão no traçado. Eu já falei muitas maravilhas sobre essas canetas, que servem tanto para pintura como também para trabalhos caligráficos. Muito versátil, né?

3// Brush Sakura Koi

Esse pincel da Sakura tem um compartimento que pode ser preenchido com nanquim, água ou aquarela líquida. Ele possui uma ponta maleável, ideal para aquele efeito de diferença na espessura do traçado, e comporta uma boa quantidade de carga, o que evita ter que ficar repondo o compartimento a cada minuto. Quando usado com nanquim ou aquarela líquida, basta pressionar o corpo da caneta para que a tinta molhe a ponta do pincel e começar os trabalhos. Com água, é preciso pressionar o corpo da caneta e melar as cerdas na aquarela sólida para iniciar a trabalhar. Recomendo!

4// Pincel para caligrafia oriental

Eu adquiri um conjuntinho de pincéis para caligrafia na loja Daiso, assim como um frasco de nanquim para sumiê (arte caligráfica japonesa). Como eles são específicos para caligrafia, pensei que o trabalho ficaria uniforme, mas não foi o que aconteceu. Os pincéis perderam algumas cerdas nos primeiros usos por causa de uma cera que vem neles e ficaram arrepiados, fazendo com que os traços ficassem manchados e disformes — o que não foi de todo ruim. Utilizo esses pincéis quando quero fazer trabalhos mais rústicos e livres; sem muita preocupação com alinhamento, coerência e uniformidade.

5// Nanquim

É essencial ter um nanquim quando se tem interesse em trabalhar com caligrafia. Por ser mais barato que os outros materiais, é com ele que acabo praticando mais. Ter um pincel e um nanquim (o meu é da Daiso mesmo, mas a qualidade é muito boa para trabalhos caligráficos) já é suficiente para botar as mãos na massa.

6// Pincel

É importante, na hora de comprar, escolher um pincel que seja bem maleável, com cerdas macias. O que eu uso é da Raphael e eu gosto bastante. Com ele eu tenho muita precisão e consigo fazer trabalhos mais consistentes e harmoniosos. Utilizo principalmente com nanquim, aquarela e guache.

7// Aquarela

Assim como o nanquim, é muito importante ter uma aquarela de boa qualidade. Eu uso um estojo da Pentel, que é mais barata, para exercícios e rascunhos, e utilizo as bisnagas de aquarela da Winsor & Newton para trabalhos finais. Normalmente uso as aquarelas com o pincel da Raphael ou com o pincel da Sakura, previamente carregado com água no compartimento. Gosto demais de usar aquarelas nos meus trabalhos, principalmente quando quero fazer efeitos de degradê.

8// Papel para aquarela

Usar um papel específico para aquarela é muito importante para a tinta não vazar, escorrer ou enrugar a folha. Como o papel para aquarela aguenta muita carga e muitas vezes ainda tem acréscimo de algodão, ele acaba se tornando caro, e é por isso que o utilizo somente em trabalhos finais. Para praticar, uso papéis da Canson de gramatura acima de 200g/m².

9// Marcadores Crayola

Eu ainda não experimentei nenhum marcador da Crayola, mas eu sei que eles são os queridinhos dos artistas gringos. Por terem a ponta em forma de prisma, eles traçam riscos finos quando pressionada a ponta e traçam riscos grossos quando se usa uma das faces do prisma em contato com o papel. Com esse tipo de marcador, não é preciso pressioná-lo para fazer o contraste de espessura dos traços — a própria estrutura da ponta já é feita para esse fim. Não vejo a hora de experimentar uma dessas belezinhas e contar para vocês!

10// Marcadores Tombow

Há muitos anos comprei um conjunto de marcadores Tombow que acabaram ficando encostados no estúdio por muito tempo, porque não tinha me acostumado a usá-los. Com essa onda de caligrafia com pincéis, decidi tornar a usar os marcadores e ver se me adequava a eles, mas ao invés de usar para pintar, iria usar para escrever. Acabou que os marcadores se tornaram os meus favoritos, já que eu consigo ter uma boa precisão em traços finos e um contraste de espessura muito bom. No meu caso, a escrita com os marcadores da Tombow flui melhor do que com pincel normal ou com o brush de carga da Sakura, porque as cerdas são macias e eu tenho um bom controle com elas. Foi só quando eu usei os marcadores e vi a qualidade dos meus trabalhos com eles, que eu percebi que eu poderia seguir em frente com a caligrafia, porque até então, com os resultados ruins que eu vinha obtendo, havia pensado várias vezes em desistir.

11// Papel para marcadores

Não adianta nada ter um bom arsenal de marcadores, mas não ter um papel adequado para usá-los. Perdi pelo menos duas canetas por causa disso — elas ficaram ásperas e começaram a abrir as pontas, porque eu estava usando em papel de baixa qualidade. Depois que eu comecei a usar os marcadores no papel próprio, as cores ficaram mais bonitas, o traçado mais harmonioso e os contornos mais suaves. Indispensável caso você planeje trabalhar com marcadores.

E vocês, quais são os materiais que vocês mais usam? Dos que eu citei, qual o seu favorito? Espero que vocês tenham gostado do post de hoje e, caso haja alguma dúvida, nos deixe um comentário!

Até mais!

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Nayara
Futura escritora e a mais velha das gêmeas. Gosto de desenvolver projetos e compartilhar o processo criativo nesse cantinho que tanto amo. Afinal, melhor do que criar é mostrar que é possível fazer as coisas você mesmo.
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Olá, pessoal. Como vocês estão?

Vocês sabem que eu adoro caligrafia, mas sempre apreciei de longe, observando imagens no Pinterest e no Instagram, sem nunca botar a mão na massa para realmente estudar. Recentemente, deixei a preguiça de lado e decidi praticar observando os trabalhos de artistas que eu gostava. Vou fazer uma ressalva aqui: copiar, por motivos de estudo, é válido, recomendado e muito importante para quem quer aprender uma técnica nova. O que não é nenhum pouco legal é copiar o do outro e publicar como se fosse de sua autoria, viu?

Por muito tempo, pratiquei, observei e me inspirei em vários artistas, e hoje sinto que evoluí para uma escrita que me agrada, que corresponde ao meu estilo. Sei que ainda falta muita prática para eu chegar à minha essência, como acontece com qualquer arte, mas vou seguir me exercitando.

Vou mostrar para vocês como foi minha evolução ao longo desse tempo.

Bora lá?

praticando caligrafia_1

Esse é um rolo de metro que eu usei para praticar logo no início da minha aventura. Usei marcadores da Tombow e fui copiando coisas aleatórias do Instagram e coisas que eu ouvia na televisão, com o intuito de perceber como funcionava o movimento da mão e como a ponta do marcador se comportava com a pressão.

Foi nesse exercício que percebi que o movimento ascendente se faz com o marcador leve (traço fino) e que o movimento descendente se faz com o marcador pressionado (traço grosso). Ah, foi depois dessa prática que vi necessidade de adquirir um papel específico para marcadores, porque esse rolo que eu usei era muito poroso, o que fazia a tinta da caneta espalhar pelo papel.

É bem nítido que eu ainda não havia adquirido uma constância na mão e que os traçados não ficaram muito harmoniosos, o que se dá especialmente pela baixa qualidade do papel e, claro, pela falta de experiência.

praticando caligrafia_2praticando caligrafia_3

Depois de algum tempo praticando, adquiri um papel especial para marcadores, o que fez uma diferença tremenda no traçado das canetas. Com esse papel (Marquer da Canson 70g/m²), senti que a caneta deslizou melhor, que a cor ficou mais viva e que os traçados ficaram mais orgânicos. Foi só aí que me senti confiante o suficiente para deixar as referências de lado e desenvolver um estilo próprio.

praticando caligrafia_4

Depois de tanta prática, muitas das minhas canetas foram ficando com as pontas abertas e com rebarbas, o que comprometeu o resultado final. É justamente por isso que eu estou doida para comprar um conjunto novo de marcadores, mas dessa vez pretendo comprar cores que combinem mais entre si.

praticando caligrafia_5

Para completar o post, criei um exercício básico para quem está iniciando no mundo da caligrafia. A ideia é cobrir as letras com uma caneta Tombow, ou semelhante, sempre prestando atenção nos traços finos (ascendente) e nos grossos (descendentes).

Para começar de vez, basta imprimir a imagem em um papel A4 e começar a praticar. Ah, não precisa usar um papel especial nesse início não, um papel sulfite já é suficiente.

praticando caligrafia_6

Espero que vocês tenham gostado do post de hoje!

Até mais!

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